minha mulher. Nós tinhamos que viver, eu era mais novo e achava que precisava mais coisas. Não achava justo proibir ninguém que tentasse obter o que desejava. Achava, e continuo achando, a Lei Seca uma lei injusta. De alguma maneira fui encostando naturalmente na ilegalidade. E suponho que vou continuar até que a lei seja abolida.
Se eu não tivesse colocado essa manchete, caros leitores, vocês jamais teriam imaginado que o autor dessas declarações foi Al Capone, o mais famoso gangster de todos os tempos.
Esse texto é um fragmento da entrevista que concedeu a Cornelius Vanderbilt Jr. -da dinastia dos descendentes do magnata das ferrovias-; um mestre do jornalismo que chegou a quebrar uma vitrine para ser preso e poder entrevistar ao Hitler, que estava na cadeia, nos primórdios da sua atuação política.
Essa entrevista foi publicada na revista Liberty, apenas dias antes de Capone ser preso no processo por sonegação de impostos. Como é sabido, as autoridades não conseguiam provar suas atividades criminosas. Capone permaneceu preso nove anos e depois, ainda rico mas doente e sem poder foi morar numa mansão em Miami. Morreu aos 48 anos.
Em 1990 a reconstrução do seu processo mostrou que as provas com que ele foi condenado não ressistiriam um juízo na atualidade.
Fragmento da entrevista de Al Capone a Cornelius Vanderbilt Jr.
Versão para o português de Juan Trasmonte
Foto de Al Capone pescando em Palm Beach
Na segunda foto, de 1930, o local em Chicago onde Capone dava sopa e café de graça para os desempregados
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
livro do al capone
Dizem que o Al era um facínora, mas ninguém sabe que ele morou com a mãe a vida inteira. O apelido dele é conhecido: Scarface, cicatriz. Mas ninguém lembra que ele usava uns ternos coloridíssimos e inventou a moda gângster. Mafioso que se preza leva a arma escondida numa caixa de violino - mas o Al geralmente não andava armado (um dos capangas dele é que levava a arma num saco de golfe).
Al Capone era o próprio Poderoso Chefão. Na verdade, ele foi bem mais poderoso do que as pessoas imaginam, ao ponto de muita gente achar que era um herói. Tudo isso é revelado em Al Capone e sua gangue, que traz o diário secreto do Al, informações sobre o universo de malfeitores de Chicago (como armas, olheiros e bebidas clandestinas), páginas do Chicago Urgente cheias de sangue, brigas, morticínios, enterros de gângsteres e - exclusivo! - os arquivos do implacável investigador Lefty Lane.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Massacre do Dia de São Valentim
O Massacre do Dia de São Valentim [1] é o nome que ficou conhecido o assassinato de sete pessoas ocorrido em 14 de fevereiro de 1929, durante a Era da Lei Seca nos Estados Unidos da América, causado por um conflito entre duas poderosas quadrilhas de Chicago, Illinois. As quadrilhas eram a Gangue do Lado Sul, liderada pelo ítalo-americano Al Capone e a Gangue do Lado Norte, cujo chefão era o polaco-irlandês Bugs Moran. Membros da Egan's Rats também foram suspeitos de terem participado do massacre, do lado de Capone
Na manhã de 14 de fevereiro de 1929, Dia dos Namorados (Dia de São Valentim), os corpos de seis membros da quadrilha de "Bugs" Moran e mais Reinhardt H. Schwimmer foram encontrados caídos ao lado de um muro da garagem da SMC Cartage Company (Rua North Clark, 2122) no Lincoln Park, Chicago, no Lado Norte da cidade. Eles tinham sido assassinados com vários tiros, provavelmente por criminosos comandados por Al Capone, tanto locais como provavelmente por pistoleiros de fora da cidade. Dois homens que estavam com uniforme de policiais de Chicago foram vistos na garagem na hora do crime, confome testemunhas. Uma das vítimas encontradas agonizante, Frank Gusenberg, quando perguntado sobre quem o havia baleado, respondera: "I'm not gonna talk - nobody shot me" ("Eu não vou falar - ninguém me baleou"). Foram contado 14 ferimentos de bala em seu corpo. Capone tinha saído de férias para a Flórida.
A hipótese mais aceita é a de que o massacre foi o resultado do plano da quadrilha de Capone para eliminar Bugs Moran, que se tornara o chefão da Quadrilha do Lado Norte após substituir Dion O'Banion, assassinado cinco anos antes. Jack McGurn foi o principal suspeito de ter chefiado o crime. O massacre teria sido planejado por Capone por várias razões: como retaliação por uma tentativa mal-sucedida de Frank Gusenberg e seu irmão Peter de matarem Jack McGurn no começo do ano, a cumplicidade do Lado Norte no assassinato de Pasqualino "Patsy" Lolordo e Antonio "The Scourge" Lombardo, e a concorrência de Bugs Moran no contrabando de bebida nos subúrbios da cidade.
Foi aceito que os homens do Lado Norte foram à garagem com a promessa da divisão das cargas de uisque de Detroit fornecidas pela Purple Gang. Contudo, mais recentemente foram aventadas outras hipóteses: Observou-se que todas as sete vítimas (exceto o mecânico John May) estavam vestidas com suas melhores roupas, o que sugeriu que pretendiam viajar com os caminhões para buscarem as bebidas. O motivo verdadeiro para o crime, nunca foi conhecido.
Quatro homens que estavam na entrada do prédio, dois vestidos como policiais, foram quem atiraram em Moran e seus comparsas. Antes da chegada de Moran, Capone usara dois pistoleiros não indentificados em salas alugadas no armazem do outro lado da rua, para fazerem a vigilância.
Por volta das dez e meia da manhã, quatro homens chegaram ao armazém em dois carros: um Cadillac sedan e um Peerless, ambos com aparência de carros de detetives. Dois homens vestidos de policiais e dois com roupas civis. A gangue de Moran foi ao armazem, mas Moran não teria entrado. Foi dito que Moram se aproximara do local, mas parara ao avistar os carros e saiu dali. Outros diriam que Moran chegara atrasado e por isso não foi morto.
Os pistoleiros teriam confundido alguns dos homens da garagem como sendo Moran e outros da quadrilha (principalmente Albert Weinshank, que tinha a mesma altura e lembrava Moran). Foi dado o sinal para que os pistoleiros entrassem no armazem. Os dois falsos policiais, carregando metralhadoras, sairam do Peerless e entraram no prédio por duas portas. Lá dentro eles encontraram os comparsas de Moran, um sexto homem chamado Reinhart Schwimmer, que não era reconhecido como um quadrilheiro, e John May, mecânico de carros que provavelmente prestava serviço aos bandidos. Os assassinos ordenaram que os homens ficassem em linha junto à parede. Aparentemente não houve resistência, pois devem ter acreditado tratar-se da polícia, fazendo uma exibição para saírem bem nos jornais do dia seguinte.
Então os dois policiais abriram a porta que dava para a Rua Clark e os outros dois do Cadillac entraram. As rajadas começaram, vindas de sub-metralhadoras Thompson. Foram contadas setenta cápsulas das armas.
Alertados pelos latidos de um cão, os moradores chamaram a polícia. O cão de John May, Highball, além de Frank Gusenberg, eram os únicos sobreviventes. As fotos do crime foram tiradas por Jun Fujita e publicadas no Chicago Daily News.
As vítimas
Os detevives descobriram conexões com os Egan's Rats daquela cidade e chegaram a anunciar que Fred "Killer" Burke e James Ray eram os dois bandidos disfarçados de policiais. Esses dois eram conhecidos por usar desse artifício para enganarem as vítimas. A polícia indicou Joseph Lolordo como um dos atiradores. O irmão dele, Pasqualino, tinha sido morto recentemente pela quadrilha do Lado Norte. Outros suspeitos apontados pela polícia foram John Scalise e Albert Anselmi, além do próprio Jack McGurn e Frank Rio, o guarda-costas de Capone. John Scalise foi assassinado antes do julgamento e Jack McGurn manteve o álibi graças ao testemunho de sua namorada Louise Rolfe (que ficou conhecida no folclore dos gângsters como "Blonde Alibi" ou "O Álibi Loiro").
O caso ficou parado até 14 de dezembro de 1929, quando os policiais do Condado de Berrien invadiram o bangalô de “Frederick Dane” em St. Joseph (Michigan). Dane aparecia como o proprietário do carro dirigido por Fred "Killer" Burke. Burke estava bêbado e colidira com outros veículos na frente de uma delegacia. O policial Charles Skelly tentou pará-lo e foi atingido por um disparo, morrendo pouco tempo depois.
Quando a polícia foi a casa de Burke, eles encontraram títulos que tinham sido roubados de um banco em Wisconsin, duas sub-metralhadoras, pistolas e munição. Foi determinado que as metralhadoras eram as do massacre. Burke foi preso um ano depois, numa fazenda no Missouri. Ele foi julgado pela morte de Skelly e sentenciado à prisão perpétua. Fred Burke morreu na cadeia em 1940.
O FBI (que não tinha jurisdição sobre aquele caso) tentou manter segredo das revelações de Bolton até que o jornal Chicago American publicou uma segunda versão da "confissão" do bandido. O jornal anunciara a solução do crime por J. Edgar Hoover e o FBI. Bolton tinha declarado que o assassinato de Bugs Moran tinha sido planejado em “outubro ou novembro” de 1928 num resorte em Couderay, Wisconsin, de propriedade de Fred Goetz. No encontro estavam Goetz, Al Capone, Frank Nitti, Fred Burke, Gus Winkeler, Louis Campagna, Daniel Serritella e William Pacelli. Os homens ficaram duas ou três semanas, caçando e pescando enquanto planejavam o crime. Bolton falou que os assassinos seriam na verdade Burke, Winkeler, Goetz, Bob Carey, Raymond Nugent e Claude Maddox (quatro atiradores e dois motoristas). Bolton disse que ninguém usava uniforme da polícia. Bolton disse que se enganara ao pensar que Moran estava com os homens, o que deixou Capone furioso, ameaçando-o de morte. Teria sido dissuadido por Fred Goetz.
Suas declarações foram corroboradas pela viúva de Gus Winkeler, Georgette, em suas memórias que foram publicadas em quatro partes numa revista de história de detetives no inverno de 1935-36. A Senhora Winkeler revelou que seu marido e os comparsas formavam uma equipe especial usada por Capone para trabalhos de "alto risco". William Drury, um detetive de Chicago que tinha ficado no caso, também acreditou em Bolton. O ladrão de bancos Alvin Karpis disse ter ouvido que Ray Nugent falara sobre o massacre e que os “American Boys” (o apelido da equipe especial de Capone segundo Georgette) recebiam 2.000 dolares por semana mais gratificações. Karpis também disse que Capone contara que Goetz fora quem planejara o massacre.
Apesar do depoimento de Byron Bolton, nenhuma medida foi tomada pelo FBI. Todos os homens que foram implicados, exceto Burke e Maddox, já estavam mortos em 1935. Os historiadores ainda estão divididos sobre a execução do crime pelos “American Boys”.
Uma adição recente à lista de suspeitos foi o nome de Tony Accardo, um motorista de vinte e dois anos de Jack McGurn. Muitos anos depois, Accardo teria contado que tomara parte do massacre (conversa ouvida numa escuta do agente do FBI William Roemer). Historiadores não acreditam que ele fora um dos atiradores. Outro suspeito foi o futuro chefe da máfia Sam Giancana, então com vinte anos e membro da 42 Gang. Giancana foi preso nos dias que seguiram ao massacre, mas não foi confirmada sua efetiva participação.
O informante da máfia de Nova Iorque Dominick Montiglio disse no livro Murder Machine que seu tio Anthony 'Nino' Gaggi, obrigado por seu tio Frank Scalise, tinha sido um dos assassinos do massacre. Isso mostra que o massacre continua a interessar as pessoas nos dias atuais. Inclusive há especulações de que Capone na verdade era inocente.
A metralhadora 2347 tinha sido registrada em 12 de novembro de 1924 por Les Farmer, um ajudante de xerife de Marion, Illinois. Marion e a área ao redor eram disputadas pelas facções da Quadrilha dos Irmãos Shelton e Charlie Birger. Farmer tinha documentado que a arma ficara com os Egan’s Rats de St. Louis. No começo de 1927 a arma já estava de posse de Fred Burke e possivelmente foi usada em Detroit, no Massacre de Milaflores em 28 de março de 1927.
A metralhadora 7580 foi vendida pelo proprietário Peter von Frantzius para Victor Thompson (também conhecido como Frank V. Thompson). Atualmente, ambas as armas estão de posse da Polícia do Condado de Allegan.
Na manhã de 14 de fevereiro de 1929, Dia dos Namorados (Dia de São Valentim), os corpos de seis membros da quadrilha de "Bugs" Moran e mais Reinhardt H. Schwimmer foram encontrados caídos ao lado de um muro da garagem da SMC Cartage Company (Rua North Clark, 2122) no Lincoln Park, Chicago, no Lado Norte da cidade. Eles tinham sido assassinados com vários tiros, provavelmente por criminosos comandados por Al Capone, tanto locais como provavelmente por pistoleiros de fora da cidade. Dois homens que estavam com uniforme de policiais de Chicago foram vistos na garagem na hora do crime, confome testemunhas. Uma das vítimas encontradas agonizante, Frank Gusenberg, quando perguntado sobre quem o havia baleado, respondera: "I'm not gonna talk - nobody shot me" ("Eu não vou falar - ninguém me baleou"). Foram contado 14 ferimentos de bala em seu corpo. Capone tinha saído de férias para a Flórida.
A hipótese mais aceita é a de que o massacre foi o resultado do plano da quadrilha de Capone para eliminar Bugs Moran, que se tornara o chefão da Quadrilha do Lado Norte após substituir Dion O'Banion, assassinado cinco anos antes. Jack McGurn foi o principal suspeito de ter chefiado o crime. O massacre teria sido planejado por Capone por várias razões: como retaliação por uma tentativa mal-sucedida de Frank Gusenberg e seu irmão Peter de matarem Jack McGurn no começo do ano, a cumplicidade do Lado Norte no assassinato de Pasqualino "Patsy" Lolordo e Antonio "The Scourge" Lombardo, e a concorrência de Bugs Moran no contrabando de bebida nos subúrbios da cidade.
Foi aceito que os homens do Lado Norte foram à garagem com a promessa da divisão das cargas de uisque de Detroit fornecidas pela Purple Gang. Contudo, mais recentemente foram aventadas outras hipóteses: Observou-se que todas as sete vítimas (exceto o mecânico John May) estavam vestidas com suas melhores roupas, o que sugeriu que pretendiam viajar com os caminhões para buscarem as bebidas. O motivo verdadeiro para o crime, nunca foi conhecido.
Quatro homens que estavam na entrada do prédio, dois vestidos como policiais, foram quem atiraram em Moran e seus comparsas. Antes da chegada de Moran, Capone usara dois pistoleiros não indentificados em salas alugadas no armazem do outro lado da rua, para fazerem a vigilância.
Por volta das dez e meia da manhã, quatro homens chegaram ao armazém em dois carros: um Cadillac sedan e um Peerless, ambos com aparência de carros de detetives. Dois homens vestidos de policiais e dois com roupas civis. A gangue de Moran foi ao armazem, mas Moran não teria entrado. Foi dito que Moram se aproximara do local, mas parara ao avistar os carros e saiu dali. Outros diriam que Moran chegara atrasado e por isso não foi morto.
Os pistoleiros teriam confundido alguns dos homens da garagem como sendo Moran e outros da quadrilha (principalmente Albert Weinshank, que tinha a mesma altura e lembrava Moran). Foi dado o sinal para que os pistoleiros entrassem no armazem. Os dois falsos policiais, carregando metralhadoras, sairam do Peerless e entraram no prédio por duas portas. Lá dentro eles encontraram os comparsas de Moran, um sexto homem chamado Reinhart Schwimmer, que não era reconhecido como um quadrilheiro, e John May, mecânico de carros que provavelmente prestava serviço aos bandidos. Os assassinos ordenaram que os homens ficassem em linha junto à parede. Aparentemente não houve resistência, pois devem ter acreditado tratar-se da polícia, fazendo uma exibição para saírem bem nos jornais do dia seguinte.
Então os dois policiais abriram a porta que dava para a Rua Clark e os outros dois do Cadillac entraram. As rajadas começaram, vindas de sub-metralhadoras Thompson. Foram contadas setenta cápsulas das armas.
Alertados pelos latidos de um cão, os moradores chamaram a polícia. O cão de John May, Highball, além de Frank Gusenberg, eram os únicos sobreviventes. As fotos do crime foram tiradas por Jun Fujita e publicadas no Chicago Daily News.
As vítimas
- Peter Gusenberg, um assassino de Moran.
- Frank Gusenberg, o irmão de Peter Gusenberg e também outro assassino. Morreu três horas depois da chegada da polícia.
- Albert Kachellek, conhecido como "James Clark", o braço direito de Moran.
- Adam Heyer, o contador e chefe administrativo de Moran.
- Reinhart Schwimmer, acompanhante dos quadrilheiros mas não era na verdade um deles.
- Albert Weinshank, quem limpava o terreno para as operações de Moran. Provavelmente confundido com Moran.
- John May, um mecânico legalizado que tinha mulher e sete filhos, o que provavelmente o levara a aceitar serviço dos bandidos.
As investigações
Primeiramente a Polícia de Chicago fora apontada como autora do massacre, mas os 255 detetives não puderam ser incriminados. Então os investigadores foram atrás da Purple Gang, pois era sabido que eles forneciam as bebidas para Moran. Apenas os irmãos Keywell foram mantidos como suspeitos de participação no crime. Uma semana depois do massacre, o Cadillac foi encontrado desmanchado e parcialmente queimado em uma garagem. Esta ficava próxima do Circus Café, de propriedade de Claude Maddox, um bandido de St. Louis, Missouri e aliado de Capone.Os detevives descobriram conexões com os Egan's Rats daquela cidade e chegaram a anunciar que Fred "Killer" Burke e James Ray eram os dois bandidos disfarçados de policiais. Esses dois eram conhecidos por usar desse artifício para enganarem as vítimas. A polícia indicou Joseph Lolordo como um dos atiradores. O irmão dele, Pasqualino, tinha sido morto recentemente pela quadrilha do Lado Norte. Outros suspeitos apontados pela polícia foram John Scalise e Albert Anselmi, além do próprio Jack McGurn e Frank Rio, o guarda-costas de Capone. John Scalise foi assassinado antes do julgamento e Jack McGurn manteve o álibi graças ao testemunho de sua namorada Louise Rolfe (que ficou conhecida no folclore dos gângsters como "Blonde Alibi" ou "O Álibi Loiro").
O caso ficou parado até 14 de dezembro de 1929, quando os policiais do Condado de Berrien invadiram o bangalô de “Frederick Dane” em St. Joseph (Michigan). Dane aparecia como o proprietário do carro dirigido por Fred "Killer" Burke. Burke estava bêbado e colidira com outros veículos na frente de uma delegacia. O policial Charles Skelly tentou pará-lo e foi atingido por um disparo, morrendo pouco tempo depois.
Quando a polícia foi a casa de Burke, eles encontraram títulos que tinham sido roubados de um banco em Wisconsin, duas sub-metralhadoras, pistolas e munição. Foi determinado que as metralhadoras eram as do massacre. Burke foi preso um ano depois, numa fazenda no Missouri. Ele foi julgado pela morte de Skelly e sentenciado à prisão perpétua. Fred Burke morreu na cadeia em 1940.
Consequências
O massacre marcou o declínio do poder criminoso de Moran. Ele conseguiu manter o controle do seu território até o início dos anos de 1930, até ser sucedido por Frank Nitti. O governo federal também passou a acompanhar as atividades de Capone. Em 1931, Capone foi condenado por evasão de impostos e ficou preso por 11 anos. Jack McGurn foi assassinado em 15 de fevereiro de 1936. Teorias apontam como suspeitos Bugs Moran ou Frank Nitti, com quem McGurn mantivera negócios.Revelações de Bolton
Em 8 de janeiro de 1935, os agentes do FBI invadiram um apartamento em Chicago, na rua North Pine Grove, 3920, usado por membros da Quadrilha Barker-Karpis. Depois de um curto tiroteio, o ladrão de bancos Russell Gibson foi morto. Foram presos Doc Barker, Byron Bolton e duas mulheres. No interrogatório as mulheres não sabiam de nada sobre Ma Barker, mas Bolton se mostrou um grande conhecedor de crimes. Ele fora atirador da Marinha e membro da Egan’s Rats. Trabalhara por anos com Fred Goetz de Chicago, bandido conhecido como “Shotgun George” Ziegler. Byron participara de muitos crimes dos Barker e foi quem contou sobre o esconderijo na Flórida de Ma e Freddie Barker (assassinados pelo FBI uma semana mais tarde). Bolton continuou a contar o que sabia e surpreendeu os agentes ao dizer que tomara parte do Massacre de São Valentin, juntamente com seus parceiros Goetz, Fred Burke e outros.O FBI (que não tinha jurisdição sobre aquele caso) tentou manter segredo das revelações de Bolton até que o jornal Chicago American publicou uma segunda versão da "confissão" do bandido. O jornal anunciara a solução do crime por J. Edgar Hoover e o FBI. Bolton tinha declarado que o assassinato de Bugs Moran tinha sido planejado em “outubro ou novembro” de 1928 num resorte em Couderay, Wisconsin, de propriedade de Fred Goetz. No encontro estavam Goetz, Al Capone, Frank Nitti, Fred Burke, Gus Winkeler, Louis Campagna, Daniel Serritella e William Pacelli. Os homens ficaram duas ou três semanas, caçando e pescando enquanto planejavam o crime. Bolton falou que os assassinos seriam na verdade Burke, Winkeler, Goetz, Bob Carey, Raymond Nugent e Claude Maddox (quatro atiradores e dois motoristas). Bolton disse que ninguém usava uniforme da polícia. Bolton disse que se enganara ao pensar que Moran estava com os homens, o que deixou Capone furioso, ameaçando-o de morte. Teria sido dissuadido por Fred Goetz.
Suas declarações foram corroboradas pela viúva de Gus Winkeler, Georgette, em suas memórias que foram publicadas em quatro partes numa revista de história de detetives no inverno de 1935-36. A Senhora Winkeler revelou que seu marido e os comparsas formavam uma equipe especial usada por Capone para trabalhos de "alto risco". William Drury, um detetive de Chicago que tinha ficado no caso, também acreditou em Bolton. O ladrão de bancos Alvin Karpis disse ter ouvido que Ray Nugent falara sobre o massacre e que os “American Boys” (o apelido da equipe especial de Capone segundo Georgette) recebiam 2.000 dolares por semana mais gratificações. Karpis também disse que Capone contara que Goetz fora quem planejara o massacre.
Apesar do depoimento de Byron Bolton, nenhuma medida foi tomada pelo FBI. Todos os homens que foram implicados, exceto Burke e Maddox, já estavam mortos em 1935. Os historiadores ainda estão divididos sobre a execução do crime pelos “American Boys”.
Outros suspeitos
Durante anos, muitos mafiosos de Chicago e de fora, foram nominados como participantes do massacre. Dois principais suspeitos foram os capangas de Capone, John Scalise e Albert Anselmi; ambos eram assassinos violentos e frequentemente eram apontados como sendo os atiradores. Nos dias que se seguiram ao crime, Scalise foi ouvido dizendo ser ele "O homem mais poderoso de Chicago”. Ele tinha assumido recentemente o cargo de vice-presidente da Unione Siciliana, cujo presidente era Joseph Guinta. Scalise, Anselmi e Guinta foram encontrados mortos numa rodovia de Hammond, Indiana, em 8 de maio de 1929. Pelo folclore foi contado que Al Capone descobrira que o trio planejava traí-lo. No clímax de uma jantar em sua homenagem, Capone bateu com um bastão de basebal e decidiu matar o trio.Uma adição recente à lista de suspeitos foi o nome de Tony Accardo, um motorista de vinte e dois anos de Jack McGurn. Muitos anos depois, Accardo teria contado que tomara parte do massacre (conversa ouvida numa escuta do agente do FBI William Roemer). Historiadores não acreditam que ele fora um dos atiradores. Outro suspeito foi o futuro chefe da máfia Sam Giancana, então com vinte anos e membro da 42 Gang. Giancana foi preso nos dias que seguiram ao massacre, mas não foi confirmada sua efetiva participação.
O informante da máfia de Nova Iorque Dominick Montiglio disse no livro Murder Machine que seu tio Anthony 'Nino' Gaggi, obrigado por seu tio Frank Scalise, tinha sido um dos assassinos do massacre. Isso mostra que o massacre continua a interessar as pessoas nos dias atuais. Inclusive há especulações de que Capone na verdade era inocente.
As armas do massacre
As duas sub-metralhadoras Thompson (números de série 2347 e 7580), encontradas na casa de Fred Dane (isto é, Fred Burke) em Michigan, foram examinadas pelo perito em balística Calvin Goddard que determinou que as mesmas foram usadas no massacre. Uma das armas também fora usada no assassinato do chefe da máfia Frankie Yale em Nova Iorque, que confirmou a teoria de que Burke e por extensão Al Capone, foram responsáveis pelo assassinato de Yale.A metralhadora 2347 tinha sido registrada em 12 de novembro de 1924 por Les Farmer, um ajudante de xerife de Marion, Illinois. Marion e a área ao redor eram disputadas pelas facções da Quadrilha dos Irmãos Shelton e Charlie Birger. Farmer tinha documentado que a arma ficara com os Egan’s Rats de St. Louis. No começo de 1927 a arma já estava de posse de Fred Burke e possivelmente foi usada em Detroit, no Massacre de Milaflores em 28 de março de 1927.
A metralhadora 7580 foi vendida pelo proprietário Peter von Frantzius para Victor Thompson (também conhecido como Frank V. Thompson). Atualmente, ambas as armas estão de posse da Polícia do Condado de Allegan.
sábado, 31 de dezembro de 2011
lei seca nos estados unidos
Na história dos Estados Unidos, a Lei Seca, também conhecida como The Noble Experiment, caracteriza o período de 1920 a 1933, durante o qual a venda, fabricação e transporte de bebidas alcoólicas para consumo foram banidas nacionalmente como estipulou a 18°. Aditamento da Constituição dos EUA [1].
Em um primeiro momento houve um grande apoio à medida, mas depois o comércio e consumo ilegal de bebidas se tornaram corriqueiros, com o governo fazendo vistas grossas. Traficantes e comerciantes ilegais, como Al Capone, em Chicago, montaram grandes esquemas que lucravam com o consumo ilegal. A medida só seria revogada no governo de Franklin Roosevelt.
Em maio de 1657, a Corte Geral de Massachusetts tornou ilegal a venda de bebidas de forte teor alcoólico “conhecidas pelos nomes de rum, uísque, vinho, conhaque, etc.”[3]
Em geral, maneiras informais de controle do consumo tanto individual quanto na comunidade ajudaram a manter a expectativa de que o abuso de álcool era inaceitável. "A embriaguez era condenada e punida, mas apenas como um abuso de uma bênção divina. A bebida em si não era considerada culpada, da mesma maneira que não se culpa a comida pelo pecado da gula. Excesso fazia parte de uma indiscrição pessoal."[4] Quando esses controles informais falhavam, havia sempre as medidas legais.
Um dos médicos mais notáveis do século XVIII, Benjamin Rush, argumentou em 1784 que o uso excessivo de álcool era prejudicial à saúde física e psicológica (ele acreditava mais em moderar do que proibir seu consumo). Aparentemente influenciados pelas crenças do doutor Rush, cerca de 200 fazendeiros de uma comunidade em Connecticut formaram a Associação de Temperança em 1789. Associações semelhantes também surgiram na Virgínia em 1800 e Nova Iorque em 1808. Durante a próxima década, outras organizações ligadas ao Movimento de Temperança foram formadas em oito estados, algumas delas tornando-se amplamente disseminadas em seus respectivos estados.
Em 1830, os americanos consumiam uma média de 1,7 garrafas de bebidas destiladas por semana, três vezes mais do que a quantidade atualmente consumida em 2010.[5]
Em um primeiro momento houve um grande apoio à medida, mas depois o comércio e consumo ilegal de bebidas se tornaram corriqueiros, com o governo fazendo vistas grossas. Traficantes e comerciantes ilegais, como Al Capone, em Chicago, montaram grandes esquemas que lucravam com o consumo ilegal. A medida só seria revogada no governo de Franklin Roosevelt.
Em maio de 1657, a Corte Geral de Massachusetts tornou ilegal a venda de bebidas de forte teor alcoólico “conhecidas pelos nomes de rum, uísque, vinho, conhaque, etc.”[3]
Em geral, maneiras informais de controle do consumo tanto individual quanto na comunidade ajudaram a manter a expectativa de que o abuso de álcool era inaceitável. "A embriaguez era condenada e punida, mas apenas como um abuso de uma bênção divina. A bebida em si não era considerada culpada, da mesma maneira que não se culpa a comida pelo pecado da gula. Excesso fazia parte de uma indiscrição pessoal."[4] Quando esses controles informais falhavam, havia sempre as medidas legais.
Um dos médicos mais notáveis do século XVIII, Benjamin Rush, argumentou em 1784 que o uso excessivo de álcool era prejudicial à saúde física e psicológica (ele acreditava mais em moderar do que proibir seu consumo). Aparentemente influenciados pelas crenças do doutor Rush, cerca de 200 fazendeiros de uma comunidade em Connecticut formaram a Associação de Temperança em 1789. Associações semelhantes também surgiram na Virgínia em 1800 e Nova Iorque em 1808. Durante a próxima década, outras organizações ligadas ao Movimento de Temperança foram formadas em oito estados, algumas delas tornando-se amplamente disseminadas em seus respectivos estados.
Em 1830, os americanos consumiam uma média de 1,7 garrafas de bebidas destiladas por semana, três vezes mais do que a quantidade atualmente consumida em 2010.[5]
perfil de al capone
Nome
Al Capone
Nome de Registro
Alphonse Gabriel Capone
Apelido
Scarface
Altura
1.79 m
Data de Nascimento
17/01/1899
Data de Falecimento
25/01/1947
Local de Nascimento
Brooklyn, Nova Iorque, EUA
Al Capone
Nome de Registro
Alphonse Gabriel Capone
Apelido
Scarface
Altura
1.79 m
Data de Nascimento
17/01/1899
Data de Falecimento
25/01/1947
Local de Nascimento
Brooklyn, Nova Iorque, EUA
mafia russa
Máfia russa (em russo: Русская мафия, transl. Russkaya mafiya), também conhecida como máfia vermelha[carece de fontes?] (Krasnaya mafiya) ou Bratva ("Irmandade") é o nome dado aos grupos criminosos que surgiram na União Soviética após a desintegração.
Em meio a incerteza política que tem mergulhada na ex-União Soviética, desde o fim da Guerra Fria em 1991, o crime organizado tem se desenvolvido. Relatórios da Inteligência Russa estimam que a máfia russa tenha 100.000 membros que participam de 8000 grupos criminosos, que controlam entre 70% a 80% dos negócios privados no país, metade dos bancos e 40% de toda a riqueza nacional.
Muitos dos chefes e principais membros da máfia russa se pensa serem do Exército Soviético (extinto) e ex-funcionários KGB que perderam seus lugares na redução das forças, que começou em 1993, após o fim da Guerra Fria}.
A Máfia russa parece ser organizada da mesma forma que a KGB. A máfia russa é conhecida pelas operações e transações obscuras, pelo seu forte poder bélico e por sua facilidade em driblar os sistemas de leis do país. Inclusive, os chefes da Máfia costuman ter incrível influência na legislação do país, além de contestar as leis que sejam contra seus negócios. Aliás, a Mafia Russa possuiu um número bem menor de membros que a conhecida máfia italiana, na qual possuiu membros em todas as partes do mundo. Ao contrário da máfia italiana, é conhecida pelos seus segredos.
Atualmente, os "chefes" das famílias são os criminosos que estiveram na prisão nos tempos da União Soviética (mais propriamente nos tempos de Stalin, Brejnev, etc. até os anos 80
Em meio a incerteza política que tem mergulhada na ex-União Soviética, desde o fim da Guerra Fria em 1991, o crime organizado tem se desenvolvido. Relatórios da Inteligência Russa estimam que a máfia russa tenha 100.000 membros que participam de 8000 grupos criminosos, que controlam entre 70% a 80% dos negócios privados no país, metade dos bancos e 40% de toda a riqueza nacional.
Muitos dos chefes e principais membros da máfia russa se pensa serem do Exército Soviético (extinto) e ex-funcionários KGB que perderam seus lugares na redução das forças, que começou em 1993, após o fim da Guerra Fria}.
A Máfia russa parece ser organizada da mesma forma que a KGB. A máfia russa é conhecida pelas operações e transações obscuras, pelo seu forte poder bélico e por sua facilidade em driblar os sistemas de leis do país. Inclusive, os chefes da Máfia costuman ter incrível influência na legislação do país, além de contestar as leis que sejam contra seus negócios. Aliás, a Mafia Russa possuiu um número bem menor de membros que a conhecida máfia italiana, na qual possuiu membros em todas as partes do mundo. Ao contrário da máfia italiana, é conhecida pelos seus segredos.
Atualmente, os "chefes" das famílias são os criminosos que estiveram na prisão nos tempos da União Soviética (mais propriamente nos tempos de Stalin, Brejnev, etc. até os anos 80
barletta
Iniciada em 1960 por Vito Barletta, foi uma das grandes famílias que cresceram apenas na Itália, onde vendiam armas e narcóticos, sendo assim a família mais rica e poderosa da época. Havia poucos capangas, pois o próprio Don Vito assassinou o Don Turin, tendo acordo com a família Cordopatri. Em 1985 Vito vingou o assassinato de Luca Mezza, seu sócio da Mafia, e se "suicidou" após ter conseguido o domínio total.
Iniciada em 1960 por Vito Barletta, foi uma das grandes famílias que cresceram apenas na Itália, onde vendiam armas e narcóticos, sendo assim a família mais rica e poderosa da época. Havia poucos capangas, pois o próprio Don Vito assassinou o Don Turin, tendo acordo com a família Cordopatri. Em 1985 Vito vingou o assassinato de Luca Mezza, seu sócio da Mafia, e se "suicidou" após ter conseguido o domínio total.
Turin
A família Turin teve uma grande parte de seus homens mortos após pequena guerra contra os Barletta, teve seu reinado no comércio de drogas e armas no período de 1973 a 1975 teve seu fim decretado em 1992 devido a má fase a crise e a ameaças da família Barletta.Cordopatri
A família Cordopatri foi quem espalhou a máfia para os EUA era conhecida pela alta venda de armas sempre favorecendo as fámilias maiores, em 1986 venderam um alto valor de armas a família Stracci, os Stracci não pagaram então os Cordopatri mandaram homens para matá-los mas não deu certo e acabaram mortos, e os poucos que viveram resolveram encerrar com o comércio.Gerevini
Provenientes de Castelfranco D'óglio, na província de Cremona, eram importante peça da máfia italiana. Eram muito discretos no que faziam e exigiam sigilo total, talvez por isso não são tão citados. Tinham uma provável co-ligação com os "Cosa Nostra". Eram frios e conhecidos por não deixar rastros(prova disso, é que hoje não se encontram arquivos e fichas policiais sobre os mesmos).Amorielle
A família Amorielle iniciada em 1902 por Alero Amorielle, conhecida pela sua vasta ficha criminal, foi acusada de fraudes a bancos, comércio de narcóticos e armas, teve seu lugar garantido entre grandes famílias como Cordopatri e Cosa Nostra. Os Amorielle eram conhecidos como a Máfia da Duplicidade. Grande parte dos integrantes da família foram mortos nos conflitos com outras famílias, e até os dias atuais não se sabe o paradeiro da família Amorielle.Cosa Nostra
A maior família mafiosa italiana que era conhecida por dar fim nas outras famílias também pelo seu temperamento frio. Foram responsáveis pela exterminação de famílias consagradas como Cordopatri, Fellicci, Mammoliti e outras. Em meados de 1980 Don Vito matou seu próprio irmão por causa de disputa do cargo. Don Vito acabou sendo morto em 1983 com 6 tiros por um capanga da Família Mammoliti do qual o nome não identificado. o Carlos Cosa Nostra foi o mais poderoso chefe da família Cosa Nostra responsável pela guerra entre as Fámilias Bellucci, Corleone, Turin, Brelloti e Cosa Nostra em 1955 do qual os Cosa Nostra venceram.
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